quinta-feira, 6 de março de 2014

A rede e os jardineiros.


A rede começou a balançar! Mas quem principiou o balanço? Eis (talvez) uma boa pergunta rsrs!  Primeiro não se pode “culpar” ou “isentar” exclusivamente o vento; até porque a mão do destino também tem suas armações, suas estratégias “sutis”. Aliás, com força suficiente para ditar o ritmo e altura do balanço. 

Mas que o vento (a natureza) ajudou, ajudou rsrs! Isso é bem visível. Pois como negar a sintonia (fina) dos olhares cúmplices e desejosos, dos beijos que nunca querem acabar, das intenções meio escondidas, que vão além do transitório, do efêmero, como se quisessem durar "para sempre". Seria uma ilusão? Um exagero? Uma sede facilmente saciável? Ou seria a força da natureza moldando e insuflando suas escolhas, as que são verdadeiramente irresistíveis, as que vieram para ficar? Deixemos, no entanto, essa resposta para Cronos rsrs, é mais prudente...

Já o destino, esse não menos discreto, parece ter girado todas as suas rodas para que o improvável acontecesse. Ora, só ele (Ele) seria capaz de mexer com tantas peças, algumas impensáveis, para fazer essas duas histórias se encontrarem e se harmonizarem tão rapidamente (num ritmo que até assusta...). Uma harmonia cheia de paz de espírito e de cintilâncias; cintilâncias de sentimentos coniventes, de acolhimento, de bem-estar; como feixes de luz que se irradiam pelo ambiente e trazem consigo o doce aroma de Eros.




E o Mar? Rsrs! Esse parece olhar sorridente, pensativo, assistindo aos dois “jardineiros”, os quais plantam sementes, cuidadosa e pacientemente, num lindo jardim colorido. E as sementes parecem ser de felicidade! E talvez por isso, o mar acalma-se e se insinue, como que oferecendo seu imenso aconchego  para acalentar o nascimento de um grande amor...... 



E se for só um sonho....não importa...valeu muito a pena sonhar.....