(continuação do texto anterior)
No quinto dia da trilha, acordamos às 3:00 horas da madrugada. A partida estava marcada para as 4:00 horas. Começamos, então, a subir a montanha que nos levaria à cidade sagrada dos incas.
A manhã ainda não tinha despertado, subimos 1643 degraus irregulares. Para não fugir a regra, a nossa peregrinação foi surpreendentemente cansativa (É possível se subir a montanha de ônibus, como a grande maioria das pessoas fazem).
Machu Picchu está a 2.400 metros de altitude, esplendorosa e reinando como uma dos mais importantes monumentos arqueológico e arquitetônico do mundo.
Ao chegarmos, não tivemos a noção dessa grandiosidade, pois as nuvens guardavam-na, cobriam-na quase totalmente.
A misteriosa cidade, conhecida como a “Velha Montanha”, parecia querer se esconder, melhor, negava sua nudez a nossa vista sedenta e insaciável.
Porém, pouco a pouco os raios solares foram penetrando em meio ao nevoeiro e abrindo janelas de observação. Era como se uma mão invisível limpasse cautelosamente um horizonte áureo, mostrando a princípio pedaços de uma imensa obra de arte, para depois desnudá-la por completo.
Ao final, nascia aos nossos olhos incrédulos o espetacular sítio arqueológico dos incas, um santuário que exaltava um forte misticismo, além uma arquitetura particularíssima, expondo suas construções de pedras encaixadas milimetricamente e sistemas de irrigação de fazer inveja a muitas obras da atualidade.
Não podemos esqueçer que Machu Picchu foi também um importante centro de estudos. Ali se educavam e formavam as elites dos incas.
Por isso, para alguns historiadores Machu Picchu foi a primeira universidade das Américas.
Historicidades a parte, Machu Picchu é um lugar encantado, no qual definitivamente o imaginário fixou sua morada.
Ora, difícil sentir Machu Picchu sob um manto meramente racional, objetivo. Melhor dizendo: para sentir a força mística do lugar, as lentes racionais e autoritárias da razão devem ser meio que esquecidas, desvalorizadas... instaura-se, pois, o reino da emoção.
É nessa condição que se pode criar uma sintonia fina entre o hoje, o ontem e o amanhã. Falamos de sentimentos, falamos de uma interação entre a mística inca e a nossa alma, esta última querendo inebriar-se, emberber-se numa história maravilhosa e sem fim ( a história da cultura inca).
Uma história cheia de curiosidades.
Poderíamos destacar, por exemplo, a forma de enterrar os mortos, ou seja, em posição fetal. Os Incas acreditavam no retorno à vida após a morte (uma espécie de reencarnação). E como tal, a posição fetal já indicaria um renascimento.
Uma história cheia de curiosidades.
Poderíamos destacar, por exemplo, a forma de enterrar os mortos, ou seja, em posição fetal. Os Incas acreditavam no retorno à vida após a morte (uma espécie de reencarnação). E como tal, a posição fetal já indicaria um renascimento.
Quanto à educação das mulheres, vale ressaltar que aos 10 anos elas passavam por uma seleção. “As mais inteligentes e bonitas, sendo da etnia dos Incas, eram escolhidas e mandadas para Cuzco. Lá eram educadas por mulheres mais velhas".

Aos homens “também era dada nas escolas de Cuzco, mas não era como a das mulheres. Era um sistema bem mais severo, não só com aulas sobre a religião, a história, etc., mas também aprendiam a lutar e fabricar armas além de praticarem violentos exercícios que por vezes os levavam até a morte.”
“Estes que passavam por esta educação tinham a sua orelha furada ao terminarem, para indicar que eles faziam parte de uma elite formada por funcionários que eram chefes valorosos para o Império”, como os mandarins no antigo império chinês.

O Imperador Atahualpa foi feito refém e o povo inca subjugado por completo. Caia assim um império descomunal.

Este homem estranho começava a matar muitos dos soldados incas com doenças que trouxera".
"Alguns textos afirmam que mulheres a serviço dos templos eram sacrificadas, mas a maioria das vezes os sacrifícios humanos eram impostos a grupos recentemente conquistados ou derrotados em guerra, como tributo à dominação”.
Algumas lendas falam que as vítimas sacrificiais deveriam ser perfeitas, “e que havia grande honra em conhecerem e serem escolhidas pelo imperador, tornando-se, depois da morte, espíritos com caráter divino que passariam a oficiar junto aos sacerdotes”.
“Antes do sacrifício, os sacerdotes adornavam ricamente as vítimas e davam a ela uma bebida chamada chicha, que é um fermentado de milho, até hoje apreciada”.
No entanto, hoje, muitos historiadores questionam essas interpretações, pois os achados arqueológicos e textos não escritos por espanhóis não indicariam a existência desses sacrifícios.
Poderia ter havido espécie de intencionalidade dos espanhóis para enfraquecer a cultura e a religião inca, acusá-las de práticas, para eles abomináveis, como, por exemplo, as cerimônias de sacrifício humano.
Difícil adentrar nessa polêmica, ainda mais considerando o desaparecimento de sua população tão rapidamente, e o fato da cidade ter ficado oculta por centenas de anos.
Pois bem, depois de todo esse deleite de emoções e conhecimento da cultura inca os quais pudemos vivenciar com tanta intensidade, voltamos para Cusco (quase 4,5 horas de viagem em um trem panorâmico).
Pudemos então recuperar nossas forças e desfrutamos da antiga capital do império inca....(de sua gastronomia, festivais de cultura, massagens com ervas nativas e passeios fabulosos a suas inusitadas e ricas Igrejas.
Retornamos ao Brasil felizes, rejuvenescidos em ideias e sensibilidades, e com uma sede incomensurável de viver novas aventuras ......
Pudemos então recuperar nossas forças e desfrutamos da antiga capital do império inca....(de sua gastronomia, festivais de cultura, massagens com ervas nativas e passeios fabulosos a suas inusitadas e ricas Igrejas.
Retornamos ao Brasil felizes, rejuvenescidos em ideias e sensibilidades, e com uma sede incomensurável de viver novas aventuras ......
Fontes:
http://www.ampulhetta.org/machupicchu/historia.htm